Um assunto que está em pauta ultimamente é a tecnologia. Muito se fala sobre o quanto ela facilita a rotina corporativa e o reflexo que isso tem nos resultados das empresas que a aderem.

Com o mundo jurídico não poderia ser diferente. Inicialmente o exercício da advocacia consistia em uma atividade, além de intelectual, também extremamente manual. As peças processuais eram redigidas em máquina de escrever, haviam os cadernos de jurisprudência que compilavam as decisões mais importantes, tudo em exaustivas páginas de papel, o advogado precisava consultar manualmente esses cadernos jurisprudenciais na busca de uma decisão que lhe fosse favorável, e isso demandava um tempo que hoje é impraticável.

Muito se evoluiu no mundo jurídico, exemplo disso é que em 2015 os novos processos foram 100% digitalizados, entretanto as ações propostas anteriormente continuam tramitando na sua forma física.

Porém, o advogado que atua em ações mais antigas encontrava-se diante de um impasse. Cada vez que uma nova petição era juntada a um processo, ele tinha duas alternativas para tomar ciência do seu teor: Se deslocar até o fórum, encarar trânsito e filas cartorárias para se tirar cópia de uma petição. ou contratar um correspondente.

Só na grande São Paulo, por exemplo, são mais de 70 unidades judiciárias diferentes, entre as cíveis estadual e federal, trabalhista e militar em todas as suas instâncias, sem contar os órgãos administrativos existentes (RFB, JUCESP, etc). Imagine diligenciar em todos esses locais, a perda com o tempo de deslocamento e improdutividade que isso causa. É preciso uma equipe grande disponível apenas para tirar cópias de processos.

E quem já precisou contratar um correspondente sabe os valores e o tempo que se demanda entre a necessidade das cópias e o efetivo recebimento delas.

Muitos não contabilizam, mas esses pequenos custos (a hora do estagiário, a gasolina ou transporte público, o estacionamento, o correspondente, etc) oneram a atividade da advocacia e o advogado muitas vezes não consegue enxergar o que está refletindo negativamente no resultado da sua operação. Isso sem contar na perda da produtividade. Hora de deslocamento é hora paga e vazia de aproveitamento para a empresa. Ou seja, custo sem retorno.

Diante dessa necessidade de se otimizar custo e tempo, surgiu o aplicativo DILIGENTE. 

O DILIGENTE é uma plataforma colaborativa que funciona da seguinte maneira: o advogado baixa o app gratuitamente, seleciona o tipo de diligência, informa os dados do processo, e um prazo para cumprimento da solicitação.

Feita a solicitação um dos diligentes que já esteja nas proximidades do fórum de destino recebe uma notificação da oportunidade de trabalho, aceita o pedido, realiza o atendimento e finaliza a solicitação. No próprio sistema é gerado um arquivo que pode ser baixado pelo celular, e também é encaminhado automaticamente para o e-mail do advogado comprovando o cumprimento. O solicitante paga apenas por pedido, diretamente no aplicativo, através de um cartão de crédito ou boleto.

Não há perda de tempo com negociação e por não ser necessário deslocamento ou grande disposição de tempo dos agentes, uma vez que eles já estão no fórum ou muito próximos dele, o custo é muito inferior ao de uma contratação de um correspondente. 

Com este exemplo, fica claro que a tecnologia não vem para tomar o lugar dos advogados, mas tão somente para fomentar a profissão e a classe como um todo.

Isso porque o advogado pode lançar mão do conceito de colaboração, terceirizando por meio da tecnologia atividades de menor complexidade e dedicar seu tempo com casos que realmente demandem mais de sua atenção em decorrência de eventuais particularidades, e ainda analisar dados, aperfeiçoar seu serviço, ter tempo de qualidade com seu cliente, buscar novas oportunidades jurídicas, bem como gerir de forma mais integrada os profissionais que estão sob sua responsabilidade.

Logo, desde que utilizada de modo organizado e planejado, a tecnologia pode ser uma ótima aliada na gestão de processos tanto para os novos escritórios de advocacia que não contam com uma grande equipe disponível, quanto para melhorar os resultados daqueles escritórios já firmemente estabelecidos.

Bruna Zandonadi Schabbel – CEO do DILIGENTE.APP

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